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Igreja Metodista em Tombos | 4ª RE






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No princípio, a 3ª Região Eclesiástica integrava, junto da 5ª Região Eclesiástica, da Região Eclesiástica do Centro. No 7º Concílio Geral, realizado em 1955, foi aprovada a proposta de uma nova divisão e a partir das três Regiões Eclesiásticas existentes (Região do Norte, Região do Centro e Região do Sul), surgiu uma nova divisão geográfica, missionária e administrativa, passando de três para cinco o número de Regiões.

Em 1956 reuniu-se, pela última vez, o Concílio Regional do Centro, presidido pelo Revmo. Isaías Fernandes Sucasas, momento histórico esse em que os/as delegados/as, separadamente, formam um Concílio Constituinte das duas novas Regiões. Na divisão inicial, a 3ª Região Eclesiástica abrangia os distritos da Liberdade, da Luz, Suburbano de São Paulo e do Vale do Paraíba. Em janeiro de 1957, realiza-se o 1º Concílio Regional da 3ª Região Eclesiástica e, ao verificar-se a primeira nomeação pastoral, contempla-se uma subdivisão da Região em Distritos Eclesiásticos com configuração diferente da original, constituída com a 3ª Região: Central em São Paulo, Tucuruvi, Penha, Santo Amaro, Rudge Ramos e Vale do Paraíba. Segundo as estatísticas da época, a 3ª Região era composta por 60 paróquias, 4 distritos eclesiásticos, 8010 membros, 21 ministros ativos, 13 inativos e 45 provisionados.

A partir do qüinqüênio 1965-70, a Igreja Metodista passa a ter seis bispos e mais uma Região Eclesiástica, a chamada 6ª Região (Paraná e Santa Catarina), ficando o Rio Grande do Sul como 2ª Região. Até este período, foi mantida a configuração administrativa e pastoral da Igreja Metodista, sendo que a configuração regional contemplava as paróquias sob condução de um pároco, tendo em si uma ou mais igrejas, os distritos, a Região e a assembléia da Igreja, enquanto a estrutura da paróquia e da igreja local contemplava os membros e os oficiais locais.

Nas igrejas local, regional e geral, existem agrupamentos de acordo com a idade e o sexo conhecidos como sociedades, federações e confederações, sendo que na área juvenil temos o/a conselheiro/a regional e na área infantil, o/a diretor/a regional de crianças. Esses movimentos passaram por momentos de dinâmica, crescimento e por fases de quase eliminação, sendo que hoje eles estão mais consolidados. O agrupamento das mulheres continua sendo o mais forte, enquanto os de jovens e juvenis têm conseguido um crescimento significativo, os movimentos que visam acolher e apoiar as crianças são reconhecidos e o agrupamento dos homens tem sido mais dinâmico do que no passado.

Nas igrejas locais e também nos campos missionários, a Escola Dominical era o fator mais determinante do crescimento e implantação das igrejas. O qüinqüênio 1960-65 foi considerado como um dos mais produtivos da Igreja. Em 1960, as estatísticas apontaram 6 distritos, 54 paróquias, 69 igrejas, 43 congregações, 8737 membros, 27 ministros ativos, 12 inativos e 42 provisionados. O Bispo Isaías Fernandes Sucasas conduziu a 3ª Região desde a sua constituição até 1965, vindo a ser substituído a seguir pelo Bispo João Augusto do Amaral, que se aposentou em 1970. Nesse período, surge um tempo de transição entre o Revmo. João Augusto e seu substituto, assumindo o episcopado o Bispo Osvaldo Dias da Silva, que permanece até o Concílio Regional de 1971.

A partir de 1970, inicia-se um período em que as modificações da configuração da Igreja começam a se instalar. A primeira mudança básica é encontrada na eleição episcopal que passa a ser realizada nas Regiões, seguindo os critérios anteriores para avaliar e eleger. É nesse momento que é eleito como bispo o Rev. Alípio da Silva Lavoura e o seu período episcopal vai de 1971 a 1977. A Igreja continua a ter duas ordens: clerical (presbítero) e diaconal (laicato). Com isso, muda-se mais uma vez os critérios para a ação pastoral, inclusive criando-se a figura de pastor suplente e alunos/as de Teologia de acordo com critérios canônicos. Surge também o pastorado de dedicação voluntária. Em 1974, desaparece o diácono como tendo condições de tornar-se pastor/a e a possibilidade do presbítero ativo e aposentado, conforme as condições de onde está nomeado, exercer outras atividades, conforme regulamentação do Conselho Regional.

As paróquias deixam de existir, instalando-se a igreja local como prioridade essencial. Os distritos eclesiásticos ainda continuam na área Regional, surgindo o Conselho Regional e o Conselho Geral. Inicia-se um fortalecimento da ação episcopal, levando-os a assumir além das funções doutrinárias, de ação pastoral, de unidade, de princípios de fé e ética, a de governo efetivo da Igreja, chegando inclusive a ter no Colégio Episcopal função administrativa, programática e executiva.

No episcopado do Bispo Alípio, inicia-se uma dinâmica pessoal na Região. As concentrações regionais mensais e o boletim episcopal possibilitam uma nova integração das igrejas locais na 3ª Região. Inicia-se no Brasil um período de planejamento e programação mais efetivos, surgindo o primeiro Plano Quadrienal – Missão e Ministério (1974), o Segundo Plano (1978), culminando com o Plano para a Vida e a Missão (1982). Como uma adequação a esse crescimento teológico, filosófico, metodológico e estrutural, surge o programa “Dons e Ministérios”, buscando caracterizar a Igreja no contexto do sacerdócio universal, sem a estrutura de cargos e poderes, estabelecendo a Igreja a partir dos dons dados pelo Espírito Santo.

Inicia-se o período de aquisição, definição e construção do Acampamento Betel e o surgir de outras instituições regionais, culminando com uma grande avanço de instituições de serviço na 3ª Região e nas igrejas locais. Além disso, em 1971, dá-se início ao IMS, como uma decisão com Concílio Geral.

Após o falecimento do Bispo Alípio da Silva Lavoura, um Concílio Extraordinário é realizado em 1977, sendo eleito o Rev. Nelson Luiz Campos Leite, assumindo o episcopado imediatamente. A partir de 1971, surgem os espaços regionais contemplando a estruturação da Igreja. É uma lenta evolução que, aos poucos, se amplia. Mais adiante as Instituições Regionais e Gerais passam a participar no apoio pessoal e financeiro, ajudando a contemplar os recursos necessários para o desenvolvimento da Missão da Igreja.

Em 1978, os bispos voltaram a ser eleitos no Concílio Geral. Como foi dito, o Colégio Episcopal passa a ter uma presença maior na vida da Igreja, sendo o seu presidente para esse exercício eclesiástico o Bispo Sady Machado da Silva. O fator econômico e financeiro ganhou grande destaque, gerando crescimento no ministério pastoral e um relativo aumento de igrejas locais, dentre elas as mais carentes, necessitando apoio e sustentação pastoral. As crises econômicas e sociais têm ocorrido constantemente, atingindo os membros, o ministério pastoral, as Igrejas locais e as áreas regionais e geral.

A Imprensa Metodista também repercutiu na área regional, bem como a presença das secretarias gerais, do Colégio Episcopal, do Conselho Geral, dos periódicos da Igreja, inclusive do órgão maior, o Expositor Cristão. Desde 1971, inicia-se a formação e a institucionalização do IMS, sendo que boa parte dos funcionários e um certo número dos professores, coordenadores e diretores, saiu de igrejas locais e do ministério pastoral.

O contexto religioso existente em São Paulo, fruto de uma efervescência de igrejas e grupos religiosos e suas tendências, atinge a Igreja Metodista de todas as formas. Nesses últimos 30 anos, houve uma convulsão religiosa. De tendência mais tradicional e institucional, a Igreja Metodista passa a ser confrontada pelos movimentos surgidos, desde o social, o da libertação, o ecumênico – nem sempre entendido ou partilhado por um bom grupo –, o pentecostal, o carismático, o institucional, o liberal, etc. É verdade que a Igreja Metodista e o movimento wesleyano têm sido reconhecido e valorizado com algo de importância vital para o Corpo de Cristo. Em todos os posicionamentos teológicos e institucionais, há a presença e a marca metodista ou wesleyana.

É verdade que essa ânsia ou busca religiosa tem motivado uma dinâmica maior em nossa espiritualidade, levando-nos a um “autêntico avivamento” em boa parte do metodismo e dos evangélicos. Há um leque enorme e sadio para abrigar e oferecer à sociedade brasileira e a Igreja, Corpo de Cristo, uma vitalidade evangelizadora e missionária. Junto com isso houve uma forte conscientização a respeito da unidade na Igreja, da diversidade e da mutualidade.

Rev. Nelson Luis Campos Leite, Bispo Honorário da Igreja Metodista


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